Busca

Raul Otuzi

ideias que inspiram

mês

agosto 2012

Farofa de costela com ovo

Cozinhe 1 kg de costela de boi em uma panela de pressão

Refogue uma cebola e 3 dentes de alho picados em azeite

Acrescente a carne bem desfiada

Adicione uma colher de manteiga com sal

Coloque umas gotinhas de molho de pimenta

Misture bem, enquanto despeja aos poucos farinha de mandioca

Tire do fogo e salpique cebolinha por cima

Finalize com ovos grosseiramente picados

Sirva com cerveja bem gelada

Vinagrete do Raul

Corte uma cebola média em quadradinhos pequenos

Corte um tomate grande (sem sementes) em pedacinhos

Acrescente um copo de azeite extra virgem

Despeje 2 copos de vinagre de limão

Coloque um copo de água

Tempere com mostarda, sal, orégano, pimenta do reino

Finalize com salsinha e cebolinha

Misture bem, delicadamente

Sirva com churrasco

Acompanhe com uma cerveja bem gelada

Peperoni com lascas de parmesão

É gostoso e quase não dá trabalho

Corte o peperoni em fatias bem finas (o mais fino que puder)

Fatie o parmesão em lascas

Moa pimenta do reino por cima

Regue tudo com um bom azeite extra virgem e gotas de limão

Sirva com pimenta Tabasco

Acompanhe com uma cerveja bem gelada

Anúncio Savana Motel: Ame Mais

 

Anúncio criado pela Abelha Rainha para incentivar o amor.

Roteiro comercial TV: Skol

Na campanha publicitária Invenções, a F/Nazca deu nova vida à Skol, mostrando com bom humor, situações em as coisas seriam muito melhores se tivessem sido inventadas pelo cara que inventou a Skol. A linha criativa é desenvolvida a partir do conceito: “Se o cara que inventou a Skol tivesse inventado (o) a…, ele (a) não seria assim…, seria assim! Veja um dos roteiros:

BARZINHO, NOITE.

Um rapaz em um barzinho movimentado tenta chamar o garçom para pedir uma Skol, mas não tem sucesso. O atendente não o ouve, ninguém liga para ele, que chama: – Ô, garçom.

Vira para alguém da mesa e se justifica: – Tô seco.

Tenta chamar outro garçom: – Amigo! Traz uma Skol aí. – faz o gesto circular.

Tenta outro: – Comandante, Xerife… volta aqui, rapaz.

E mais um: – Ô, Bigode!

Neste momento entra em cena um garoto-propaganda da marca dizendo:

Se o cara que inventou a Skol tivesse inventado o garçom, ele não seria assim…’.

Mostra o cliente: – Que é isso, bigode, vai me deixar na mão?

Volta o garoto propaganda: – …ele seria assim.

Após mais um chamado do rapaz, um garçom aparece do nada, debaixo da mesa e o serve, dizendo: – Redôndia.

CORTA PARA CENAS DE OUTROS LUGARES.

O rapaz chama e sempre o garçom atende na hora, surgindo rapidamente.

No sofá da casa, o garçom: – Redôndia.

No futebolzinho de praia, o garçom: – Redôndia.

No escritório, de dentro de uma gaveta, o garçom: – Redôndia.

Corta para cenas do garçom com a bandeja, apresentando o produto. O fundo é amarelo, alusivo à marca. Entra letreiro e locutor:

Com Skol, tudo fica redondo. Se beber não dirija.

Na última cena, vemos o personagem principal na cama com uma garota, quando ele chama: – Bigode!

O Garçom aparece do nada: – Redôndia

A garota grita: – Ai!!!

O rapaz: – Que é isso, Bigode? Assustou a menina!

Roteiro comercial TV: Ikea

ESCRITÓRIO, DIA.

Vemos a foto da mãe com os dois filhos. A foto está do lado de um computador, que acaba de ser desligado pelo pai. Ele pega o paletó e se prepara para ir embora. Os colegas do escritório observam-no com inveja. Até que um deles se levanta e começa a aplaudi-lo. Então todo mundo começa a fazer o mesmo. O homem vai passando pelos corredores do escritório, sendo saudado e aplaudido. Enquanto isso uma música toca: “I go home, oh yes”. Ele levanta os braços e dá tchau. Vemos o relógio de parede. São 3 e 10 da tarde.
O homem sai do escritório e uma mulher corre ao encontro dele. Entra o lettering sobre a imagem: Se custa menos, você pode trabalhar menos.
Os dois se abraçam. Outro lettering: Bem-vindo à vida depois do trabalho.
Assina: Ikea. Viva sua vida, ame sua casa.

Vou repetir o conceito: Se custa menos, você pode trabalhar menos. Genial!

 

 

O discurso demonstrativo, segundo Aristóteles

Os dois anúncios acima são exemplos fantásticos do uso do discurso demonstrativo na propaganda. Suas histórias envolvem o leitor, levando à reflexão a partir de um conceito poderoso: “Se uma página o faz pensar, imagine um livro.”

No livro Razão e Sensibilidade no Texto Publicitário, Carrascoza explica mais sobre esse tipo de discurso, suas características, usos e vantagens. Veja alguns trechos:

“O discurso demonstrativo ou epidíctico é voltado para o elogio ou a censura.

É um discurso que visa persuadir, já que, se em primeira instância faz a apologia do produto, em última o faz para aconselhar o auditório a experimentá-lo.

É adotado preferencialmente para defender valores tradicionais, valores já aceitos, que não suscitam polêmica.

A maior parte dos anúncios concebidos sob esse formato é de produtos já há muito conhecidos do público, ou de marcas absolutas – que dominam seu segmento e estão no top of mind. É preferido pelos redatores quando a mensagem se destina ao um grupo de elite.

Cumpre um objetivo mais de cunho institucional.

Ou em casos em que os elementos persuasivos racionais venham se mostrando inadequados.

Ou mesmo em anúncios em que haja pouco a se dizer sobre o funcionamento, as vantagens e a indispensabilidade do produto ou serviço anunciado (seus valores tradicionais).

Assume o formato de narrativas verbais, semelhantes a fábulas, crônicas ou contos.

Busca influenciar o público contando histórias. É nessa maneira indireta que está a força da sua carga suasória. Como tão bem apontou o escritor Jorge Luis Borges, ‘qualquer coisa sugerida é bem mais eficaz do que qualquer coisa apregoada.’

O destinatário tem a impressão, lendo um anúncio desse tipo, de estar diante de um slice of life, um instantâneo da vida cotidiana, que poderia ser a sua própria.”
Percebeu, galera, como a busca para conquistar o público-alvo é feito aqui também por meio da emoção, do humor, do divertimento lúdico?

As etapas do discurso deliberativo, segundo Aristóteles

 

No seu livro Redação PublicitáriaJoão Carrascoza explica as quatro etapas básicas do discurso deliberativo, segundo Aristóteles. São elas: exórdio, narração, provas e peroração. Neste anúncio do Jornal Valor Econômico, fica fácil identificá-las.

1. EXÓRDIO. É a introdução, quando se sinaliza qual assunto será abordado, visando assim captar de saída o interesse do público-alvo. Encontra-se no título, no qual se insinua o assunto a ser abordado:“Você vê esparadrapo e gaze. Alguém viu os dois juntos e criou o Band-Aid.”

2. NARRAÇÃO. Consiste na parte do discurso em que se apresentam os fatos, atribuindo-lhes importância. Neste anúncio é o trecho: “Um dia um sujeito pegou esparadrapo, gaze e fez um curativo virar uma grande idéia. Assim surgiu o Band-Aid. Para enxergar além do óbvio, você precisa de um jornal de economia que faz as análises mais profundas e inteligentes do mercado, antecipando oportunidades.”Aqui procura-se aprofundar a proposição do título, ou seja, tem gente que enxerga mais do que os outros, enxerga além do óbvio, porque lê um jornal profundo.

3. PROVAS. Associadas aos fatos, devem ser demonstrativas e, embora o discurso deliberativo aconselhe para uma conduta futura, pode-se tirar exemplos do passado, ressaltando aquilo que deu certo ou não. Trecho: “O Valor traz suplementos especiais que apontam as tendências do mundo dos negócios, finanças e tecnologia, com enfoque detalhado dos diferentes setores da economia. Em pouco mais de um ano já conquistou 2 Prêmios Esso, 2 Prêmios Icatu, o Prêmio Ayrton Senna, o Prêmio Bovespa de Jornalismo, o Abamec e vários outros.”

4. PERORAÇÃO. É o epílogo, em que se unem os pontos principais das três fases anteriores. Busca predispor o público-alvo a nosso favor, ampliando ou atenuando o que foi dito, excitando a sua paixão, recapitando o que foi dito e chamando-o para a ação. Neste anúncio, é a parte: “Por isso, todo executivo de sucesso é, antes de tudo um assinante de Valor Econômico. Ligue 0800 701 8888 ou acesse www.valoronline.com.br. Afinal, a única crise que uma empresa não pode ter é de criatividade.”

A mulher da sua vida

Então ele acorda e descobre que ela não é a mulher da sua vida, que o encanto terminou, que tudo foi apenas um lamentável engano, que apesar dos bons momentos passados juntos, foram apenas bons momentos, nada além disso, nenhum futuro à vista.

Sentindo o peso da aliança, ele vislumbra que o tempo acaba com qualquer relação e que a rotina é um saco. Olhando para ela dormindo, corpo nu estirado na cama, percebe imperfeições antes não notadas, uma gordurinha ali, uma celulitizinha acolá, e nota que os peitos dela não são tão firmes, nem o cabelo tão sedoso. Entende que de manhã, cabeça fresca, as coisas são mais claras do que de noite, 5 doses de uísque depois. E suspira.

E descobre que a relação acabou mesmo. E que agora é contar para ela, é só descobrir como… e quando. E começa um autointerrogatório. Será que existe um momento certo? Será que deveria esperar uma oportunidade? Será que é bom comprar um presente antes? Será melhor dizer tudo agora mesmo?

Sim. Na lata, sem rodeios, nem desculpas esfarrapadas. Mas terá coragem?

Nesse dilema, ouve o celular tocar e uma voz do outro lado, histérica:

— Onde você está? Você tem mulher, sabia?? Onde passou a noite??? Com quem???? Seu desgrrr…

Afasta o telefone do ouvido e, ato contínuo, desliga. Mulher da sua vida? Ah, deve existir sim, ele só não sabe onde. Tudo bem, calma, um dia ele acha. Afinal, o gostoso de tudo isso é que a procura continua.

Veste a roupa em silêncio e sai sem se despedir. Com um sorriso nos lábios, descobre que o seu coração se mantém firme e forte, envolto em esperança.

Blog no WordPress.com.

Acima ↑