Em quase 10 anos dando aula, conheci muito mais alunos talentosos do que com atitude. Não que o talento esteja brotando por aí em qualquer beira de estrada, o problema é a escassez, a falta de gente com vontade de fazer.

O desinteresse, a preguiça, o “deixo a vida me levar, vida leva eu” parecem pautar o dia-a-dia de cada vez mais pessoas. Não é à-toa, portanto, que quem tem um pouquinho mais de disposição e energia frequentemente esteja alcançando maior sucesso. As empresas preferem quem põe a mão na massa.

É um desperdício gente com talento desprovida de iniciativa. Porque o talento, por si só, é estéril. Já a atitude, mesmo carente de engenhosidade, faz o mundo girar.

Não. Não estou aqui fazendo a apologia dos cabeças-de-bagre empreendedores. Na verdade, romanticamente, minha intenção é despertar nos inteligentes criativos a faísca que os coloque em movimento. Não é tarefa fácil. Mas vou seguir tentando, fazendo em vez de ficar só pensando, pensando…

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