Correria, a maior vilã do universo. Inimiga da qualidade de vida, da perfeição, da alegria. A correria é a culpada por você não ter tempo para os amigos. É a culpada por você não conversar mais em família, não prestar atenção em quem você gosta. É a culpada por você estar sempre atrasado, atrás de algo que nem sabe direito o que é. A correria é a culpada por você não viver a vida, não aproveitar o dia. A correria é a culpada pelo erro, pelo stress e até pela ejaculação precoce. É a culpada por você ver menos filmes, ouvir menos músicas, ler menos livros, do que gostaria.

A correria é a culpada pelo briefing mal feito, pela criação meia-boca, pela mídia mal executada, pela apresentação tosca. A correria é a culpada por campanhas chatas, sem brilho nenhum.
– Não deu tempo. Eu tinha três jobs para entregar. Com essa correria, foi o que deu pra fazer.

A correria emburrece o homem. Deixa o cotidiano cinza.

Sabemos disso faz tempo, mas não fazemos nada. Não paramos. Não diminuímos o ritmo. Não diminuímos a marcha. Continuamos correndo, vivendo de modo insano. Por quê? Talvez por comodismo, meio de vida, quem sabe? Talvez porque se algo não sair bem, se algo der errado, teremos ao nosso lado um infalível bode expiatório:
– A culpa não foi minha. Foi da correria.

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