Luis Fernando Verissimo é uma das minhas maiores referências literárias. Escreve como ninguém sobre os relacionamentos humanos. Ironicamente preciso em seus diálogos. Escrevi 3 historinhas de amor em 2010 inspirado nele. Aí vai uma delas.

– Amor, você vai me amar a vida inteira?

– Claro. Por toda a minha vida.

– Jura?

– Ô!

– Então diz: eu juro!

–  Eu juro!

– Não! Não assim. Diz com todas as letras: “eu juro te amar a minha vida inteira, aconteça o que acontecer.”

– Não sei que diferença isso faz, mas lá vai: eu juro te amar a minha vida inteira, aconteça o que acontecer.

– Mesmo se eu sofrer um derrame e ficar paralisada do lado direito?

– Mesmo.

– E do lado esquerdo?

– Também.

– E se eu te trair? Você vai me amar mesmo assim, amor? A vida inteira?

– Ah, aí não, né!

– Não!?! Eu sabia, você não me ama mesmo! Cínico mentiroso!

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