As etapas do discurso deliberativo, segundo Aristóteles

 

No seu livro Redação PublicitáriaJoão Carrascoza explica as quatro etapas básicas do discurso deliberativo, segundo Aristóteles. São elas: exórdio, narração, provas e peroração. Neste anúncio do Jornal Valor Econômico, fica fácil identificá-las.

1. EXÓRDIO. É a introdução, quando se sinaliza qual assunto será abordado, visando assim captar de saída o interesse do público-alvo. Encontra-se no título, no qual se insinua o assunto a ser abordado:“Você vê esparadrapo e gaze. Alguém viu os dois juntos e criou o Band-Aid.”

2. NARRAÇÃO. Consiste na parte do discurso em que se apresentam os fatos, atribuindo-lhes importância. Neste anúncio é o trecho: “Um dia um sujeito pegou esparadrapo, gaze e fez um curativo virar uma grande idéia. Assim surgiu o Band-Aid. Para enxergar além do óbvio, você precisa de um jornal de economia que faz as análises mais profundas e inteligentes do mercado, antecipando oportunidades.”Aqui procura-se aprofundar a proposição do título, ou seja, tem gente que enxerga mais do que os outros, enxerga além do óbvio, porque lê um jornal profundo.

3. PROVAS. Associadas aos fatos, devem ser demonstrativas e, embora o discurso deliberativo aconselhe para uma conduta futura, pode-se tirar exemplos do passado, ressaltando aquilo que deu certo ou não. Trecho: “O Valor traz suplementos especiais que apontam as tendências do mundo dos negócios, finanças e tecnologia, com enfoque detalhado dos diferentes setores da economia. Em pouco mais de um ano já conquistou 2 Prêmios Esso, 2 Prêmios Icatu, o Prêmio Ayrton Senna, o Prêmio Bovespa de Jornalismo, o Abamec e vários outros.”

4. PERORAÇÃO. É o epílogo, em que se unem os pontos principais das três fases anteriores. Busca predispor o público-alvo a nosso favor, ampliando ou atenuando o que foi dito, excitando a sua paixão, recapitando o que foi dito e chamando-o para a ação. Neste anúncio, é a parte: “Por isso, todo executivo de sucesso é, antes de tudo um assinante de Valor Econômico. Ligue 0800 701 8888 ou acesse www.valoronline.com.br. Afinal, a única crise que uma empresa não pode ter é de criatividade.”

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A mulher da sua vida

Então ele acorda e descobre que ela não é a mulher da sua vida, que o encanto terminou, que tudo foi apenas um lamentável engano, que apesar dos bons momentos passados juntos, foram apenas bons momentos, nada além disso, nenhum futuro à vista.

Sentindo o peso da aliança, ele vislumbra que o tempo acaba com qualquer relação e que a rotina é um saco. Olhando para ela dormindo, corpo nu estirado na cama, percebe imperfeições antes não notadas, uma gordurinha ali, uma celulitizinha acolá, e nota que os peitos dela não são tão firmes, nem o cabelo tão sedoso. Entende que de manhã, cabeça fresca, as coisas são mais claras do que de noite, 5 doses de uísque depois. E suspira.

E descobre que a relação acabou mesmo. E que agora é contar para ela, é só descobrir como… e quando. E começa um autointerrogatório. Será que existe um momento certo? Será que deveria esperar uma oportunidade? Será que é bom comprar um presente antes? Será melhor dizer tudo agora mesmo?

Sim. Na lata, sem rodeios, nem desculpas esfarrapadas. Mas terá coragem?

Nesse dilema, ouve o celular tocar e uma voz do outro lado, histérica:

— Onde você está? Você tem mulher, sabia?? Onde passou a noite??? Com quem???? Seu desgrrr…

Afasta o telefone do ouvido e, ato contínuo, desliga. Mulher da sua vida? Ah, deve existir sim, ele só não sabe onde. Tudo bem, calma, um dia ele acha. Afinal, o gostoso de tudo isso é que a procura continua.

Veste a roupa em silêncio e sai sem se despedir. Com um sorriso nos lábios, descobre que o seu coração se mantém firme e forte, envolto em esperança.

Comportamento humano

Conversa I

Ouvi nessa manhã, de dentro de uma casa amarela. A mãe para o filho de 5 anos:
– Por que você prefere brincar com o vizinho de 2 anos do que com seu irmão de 3?
Resposta do menino, de supetão:
– Ah, mãe porque ele é meu irmão, ué!

Conversa II

Ouvida nessa tarde, dentro do banco. Uma caixa fala para a outra:
– A Lílian pediu pra gente colaborar com 5 reais para comprar um bolo de aniversário para a Ana.
Resposta:
– Eu não vou colaborar com nenhum centavo. No meu aniversário não teve nada!