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Confesso que li Alice Munro somente depois que ela ganhou o Nobel de Literatura. Eu aconhecia pouco. Mas o prêmio chamou a minha atenção, claro. Aliás despertou o olhar do mundo todo.

Ela foi a primeira escritora de contos a ser agraciada com tal reverência. Um grande feito, pois os contos sempre foram relegados a segundo plano na hierarquia dos gêneros literários.

O que ela fez de inovador?

Bem, Munro tem um estilo limpo e definido. Escreve fácil, como se fosse uma amiga próxima contando uma história para você, mas uma história profunda com consistência psicológica.

Suas tramas são longas, como se fossem romances diminutos, recortes na vida de personagens comuns. Não existem finais bombásticos, definitivos. Os desfechos não são mirabolantes. Tudo é simples, de uma forma tão orgânica e real que é impossível não se identificar com as pessoas retratadas, em geral mulheres.

O livro “Vida Querida” é o último de Alice Munro. E o primeiro que li. A escritora disse que não escreverá mais, tem 82 anos e fez a sua despedida. Uma pena.

O livro é dividido em duas partes. A primeira é ficção pura. A segunda parte, batizada de“Finale”, reúne quatro textos que são uma espécie de revisão autobiográfica da autora canadense.

A julgar pelo título, fica clara a sua visão sobre a vida. Bem, eu compartilho da mesma opinião. É, querida.

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