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Raul Otuzi

ideias que inspiram

mês

fevereiro 2016

Outdoors contra o Aedes Aegypti

Campanha criada por 4 agências de Ribeirão Preto: 6P, SG&C, Alta e NW3. Iniciativa e apoio das empresas de outdoor da cidade, Nóbile e Premium.

 

 

Campanha de Lançamento do Fiat Toro

O novo Fiat Toro, modelo que combina SUV com picape, apresenta o conceito: “Um carro, infinitas possibilidades”. A ideia é passar se adapta a diversas situações, momentos e pessoas.

A campanha foi criada por diversas agências aproveitando a expertise de cada uma em diferentes plataformas.

O filme para TV foi criado pela The Richards Group, A produção foi acompanhada pela Leo Burnett Tailor Made, que ficou responsável pela criação do teaser para TV com apresentação dos detalhes do veículo. A agência também desenvolveu uma série de peças para mídia impressa.
No ambiente digital, a Pereira & O’Dell é quem comanda as ações:

  1. desligamento temporário do conteúdo dos canais sociais da Fiat com um vídeo transmitido ao vivo pelo Facebook, mostrando os melhores momentos do evento de lançamento do carro para a imprensa especializada, que também foi divulgado nos canais de influenciadores como Hugo Gloss, Fiorella Mattheis e Kadu Dantas.
  2. Quadro no Youtube “De Carona”, com a blogueira Camila Coutinho de dentro de um Toro, com participações dos atores Rodrigo Simas e Bruno Gissoni.
  3. “Toroscope”, com a cobertura do segundo dia de lançamento, realizado pelo blog Jovem Nerd.

O live streaming do evento, a personalização do site do Fiat Toro e uma série de filmes de cinco segundos para o Youtube, que mostra a utilidade dos atributos do carro, levou a assinatura da Isobar.

A agência Sunset ficou a cargo da campanha de CRM, que conta com conteúdos para e-mails, sms, mala direta e WhatsApp.

Para o ponto de venda, a The Marketing Store produziu os materiais de divulgação para concessionárias de todo o Brasil e uma ação em que, após realizar um test-drive, o consumidor ganha um cupom para sorteio.

A Fiat também lança uma linha de produtos licenciados inspirados no Fiat Toro. São roupas, acessórios e brinquedos.

via meioemensagem

Anúncios para Liquidação Harvey Nichols

Liquidação Harvey Nichols. É melhor você chegar cedo.

Cannes Lions 2015.

Os 7 melhores comerciais de TV de Doritos

Doritos se destaca com uma comunicação divertida e diferenciada. Esses filmes aqui foram selecionados do Super Bowl.

Doritos Dogs. Os cães sempre acham um jeito criativo de pegar Doritos.

Doritos Finger Cleaner. Como será que seria um limpador de dedos de Doritos?

Doritos Laser Point. Vai brincar comigo, é? Vamos brincar com você…rs

Doritos Flying Monkey. Macaco voador. Porque existem 1001 jeitos de ‘roubar’Doritos.

Doritos Don’t not hurt my dog. Não machuque meu cão. Não, pera…

Doritos When Pigs Fly. Só te dou um Doritos quando um porco voar. Hummmm.

Doritos Middle Seat. Tem Doritos? Ah, então senta aqui do meu lado.

Infográfico – lançamento Deadpool

Com memes, referências, sátiras e datas comemorativas, Deadpool soube se promover e gerar buzz. A agência Iinterativa criou um infográfico destacando as ações de marketing digital do filme.

INFOGRAFICO-deadpool2

Via: adnews

 

mais poesia obrigado - melancolia

Doritos. Um dos melhores comerciais do Super Bowl 2016

Após 10 anos exibindo comerciais criados por consumidores, Doritos encerrou o concurso “Crash the Super Bowl” em grande estilo. O comercial  Ultrasound foi um dos favoritos do Super Bowl 2016. Os criadores levaram 1 milhão de dólares.

 

Você escuta a outra pessoa ou só espera a sua vez de falar?

falar ouvir

Há poucos dias li essa pergunta postada no facebook pelo meu amigo, André Godoi. Redator publicitário e diretor de cinema, André possui grande sensibilidade e capacidade para observar e tentar compreender o comportamento humano. A postagem teve mais de 110 ‘curtir’ e cerca de 30 comentários. Deles, três me chamaram a atenção.

  1. “Quando você fala, eu te escuto.” Um elogio ao André, sim. Porém, uma prova de que filtramos as mensagens que nos chegam. Prestamos atenção somente naquelas que julgamos importantes. Qual o problema? Ora, o nosso preconceito. Quantos bons ensinamentos estamos perdendo apenas por não considerarmos a fonte digna dos nossos belos e preciosos ouvidos?
  2. “Diálogo é coisa de cinema e literatura. Não existe na vida real.” Uia, será? Será que hoje somente a ficção é capaz de produzir conversas inteligentes e produtivas? Será que a realidade ficou limitada a encontros que só geram bate-papos estéreis? Será que a humanidade está condenada à superficialidade e robotização? Ironias à parte, não será verdade? Não em sua totalidade, claro, mas na maioria das relações sociais, não é o que acontece? Falta entendimento. Falta de diálogo.
  1. “Aprender a escutar é sábio.” Essa máxima não é novidade para ninguém. Goethe dizia: “Falar é uma necessidade, escutar é uma arte”. Bem, se temos consciência disso, por que não praticamos a arte de escutar em nosso dia a dia? É tão difícil assim?

Vou repetir a pergunta, por que não escutamos os outros? Por quê? Algumas possíveis respostas: Por falta de tempo. Porque estamos distraídos, com os olhos voltados para nós mesmos. Porque o outro não tem nada a nos acrescentar. Porque já sabemos o que o nosso interlocutor irá dizer. Porque a nossa opinião é a que vale de fato. Porque estamos pensando no futuro. Ou no passado. Porque não temos paciência. Porque não toleramos pensamentos divergentes dos nossos.

As respostas são muitas, no entanto nascem da mesma raiz. Rubem Alves, escritor, educador, filósofo, já alertava: “Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa vaidade e arrogância.”Bingo! Nós só estamos interessados em expor as nossas ideias, opiniões e convicções. Mas não estamos dispostos a entender os pontos de vista dos outros. Com isso, perdemos em conteúdo e novas perspectivas.

É nítido, o diálogo não se concretiza, então somos protagonistas de monólogos alternados, sucessivos e enfadonhos. Saímos de uma conversa da mesma maneira que entramos: incólumes. E como deveríamos sair? Transformados, mais ricos, melhores, graças a uma interação efetiva/afetiva. Mas não, só queremos nos expressar. Só queremos falar. E queremos que os outros nos escutem. Rubem Alves de novo: “Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir.”

Permitam-me, portanto, sugerir que todos nós façamos uma reflexão profunda a respeito. Em silêncio. Depois, que tal falar em voz alta aquilo que você concluiu? Exato. Escute o que você tem a dizer, palavra por palavra. Acostume-se a ouvir, mesmo que no início seja a sua própria voz. Mas não pare por aí. O que vai fazer a diferença em sua vida é o que os outros têm a dizer para você. Escute todos. Está me ouvindo?

P.S – Para constar: os mais de 30 comentários sobre o post Você escuta a outra pessoa ou só espera a sua vez de falar?” foram, em sua maioria, gracejos. As poucas respostas sérias provocaram alguns breves e bons diálogos. Talvez seja um bom sinal.

“A VIDA QUE VALE A PENA SER VIVIDA” DE CLÓVIS DE BARROS FILHO E ARTHUR MEUCCI, RESENHA

A vida que vale a pena ser vivida

Um livro inconclusivo e, por isso, interessante.

Ao longo da obra, preceitos filosóficos são apresentados com o intuito de conceituar o que seria uma vida boa e quais os caminhos (possíveis) para alcançá-la.

Porém no final não há nenhum lista ou resumo relembrando tudo aquilo que foi apregoado. Não há moral da história, porque o “filósofo pode te ajudar fazendo perguntas que motivem a reflexão. Mas não conte com ele para dar a resposta certa no final”, os autores alertam ainda no início.

Isso é ruim? É honesto. O que se pretende é uma reflexão crítica sobre os critérios mais consagrados sobre viver bem. Mais uma vez no início, o livro tem outra advertência: “…a soberania para deliberar sobre a própria vida – como todos os riscos – é nosso único e verdadeiro patrimônio. Inalienável.”

Então, livres do compromisso de dar a receita infalível para uma vida feliz e plena, os autores vão desfilando os pensamentos de Platão, Sócrates, Sêneca, Epicuro, Espinoza, Kant, entre outros.

Com uma linguagem simples, descontraída (às vezes até em excesso) e exemplos práticos, tirados do dia a dia, as ideias tomam forma. Se eu recomendo? Sim, é uma leitura leve e cumpre o papel: faz refletir.

Em cada capítulo, pincei uma frase para transmitir a essência da obra. Notem que algumas delas são complementares, outras um tanto quanto contraditórias. Como a própria vida.

VIDA PENSADA: A vida valerá tanto mais a pena ser vivida quanto menos o corpo e seus apetites derem as cartas.

VIDA AJUSTADA: A vida que vale a pena… vale por ela mesma. No instante em que é vivida. E isso acontece quando nos ajustamos ao universo. Ocupando o lugar que é nosso, desempenhando com excelência a atividade para a qual fomos talhados e buscando a finalidade que é nossa como parte do todo.

VIDA PRAZEROSA: Só a busca do prazer – que pressupõe a satisfação dos desejos naturais e necessários com comedimento – permite a realização da felicidade. Porque a busca da satisfação de outros tipos de desejo e exageros são perturbadores. Tanto nos sucesso como no fracasso.

VIDA TRANQUILA: Só começaremos a ser felizes quando aceitarmos que o mundo não gira ao nosso redor. Que as pessoas não foram feitas pelos deuses para atenderem suas carências. Por isso, a tranquilidade, condição da vida boa, pressupõe a desesperança. A conciliação com a realidade.

VIDA SAGRADA: Para viver bem é preciso confiar. Confiança num Deus que, de fora, criou o mundo. Transcende ao mundo, portanto.

VIDA POTENTE: E, assim vamos: em luta pelos encontros alegres de nosso corpo com o mundo; por evitar os tristes; por imaginar coisas que aumentam a potência de agir do corpo e a potência de pensar da alma; bem como evitar as imaginações que enfraquecem, que refreiam ambos.

VIDA ÚTIL: Somos herdeiros de um saber prático que nos permite deliberar não só em função do que estimamos causará a felicidade hoje, mas também a dos que estão por vir.

VIDA MORALIZADA: Não é possível conceber coisa alguma no mundo, ou mesmo fora do mundo, que sem restrição possa ser considerada boa, a não ser uma só: a boa vontade.

VIDA SOCIALIZADA: Já que a sociedade triunfa sobre nossa singularidade afetiva, a vida boa pressupõe um alinhamento. Uma adequação entre nossas inclinações e o que os demais esperam de nós. Para que nos aplaudam. Ou para que apanhemos menos.

VIDA INTENSA: Nesta centelha de vida intensa gostaríamos que tudo ficasse como está. Que nada mudasse. Centelha de eternidade no mundo da vida.

Repito, para mim, valeu.

 

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