TOP 5 LIVROS
Os cinco melhores livros que li em 2016

TOP 5
“1Q84” DE HARUKI MURAKAMI
É uma trilogia, do badalado escritor japonês Haruki Murakami.
O autor lança mão de mundos paralelos, grupos religiosos e seres fantásticos para criar um clima de suspense, que fisga o leitor. Os parágrafos curtos, as metáforas inteligentes e as citações bem colocadas de outros autores ajudam a devorar as mais de 1.200 páginas. O desfecho, porém, deixa a desejar. Se vale a leitura? Vale. Mas vale pela viagem, não pelo destino.

TOP 4
“A VIDA PRIVADA DAS ÁRVORES” DE ALEJANDRO ZAMBRA
O segundo livro do escritor chileno é um exercício de imaginação provocado pelo ato de esperar. É um romance curto, que vale pela delicadeza, simplicidade e pela mensagem: “ninguém consegue viver sem exagerar um pouco”.

TOP3
“SENHOR DAS MOSCAS” DE WiLLIAM GOLDING
Considerado um dos romances obrigatórios da literatura mundial, possui uma narrativa viva, que flui e eletriza, o enredo expõe medos, fragilidades e deixa uma pergunta seca no ar: até que ponto o poder corrompe a inocência?A resposta talvez esteja nessa frase da Wikipedia: “Senhor das Moscas representa o mal escondido no coração de todos nós.” Resumindo: leia.

TOP2
“A VISITA CRUEL DO TEMPO” DE JENNIFER EGAN
Inicialmente o livro me chamou a atenção pelo título. Verdadeiro e poético. Depois, meu interesse aumentou quando vi que tinha levado o Prêmio Pulitzer de 2011. Se você gosta de histórias contadas do modo convencional, com protagonistas, começo, meio e fim, então vai estranhar o livro. Mas é um estranhamento bom, que apresenta um jeito novo de narrar, uma espécie de caleidoscópio da vida, com recortes, memórias e vozes distintas. Todos nós, mais ou menos no mesmo plano. Perca um tempo e leia. Ou ganhe. Você só vai saber, lendo.

TOP1
“O FILHO ETERNO” DE CRISTOVÃO TEZZA
Um livro autobiográfico, que delata a relação do autor com o seu filho que possui síndrome de Down. Escrita em terceira pessoa, a história é reveladora, angustiante, crua. Cristovão Tezza não mede as palavras para descrever sua decepção e vergonha com o nascimento de um filho com deficiência. Com extrema transparência e (in) sensibilidade, Tezza costura os sentimentos que experimenta e as situações vividas. Expõe suas fraquezas e mesquinharias com lente de aumento. Sim, não tenho dúvidas, escrever em terceira pessoa foi a alforria que o autor precisava para tanta sinceridade, foi o que possibilitou o distanciamento para se enxergar sem maquiagem.“Ele pensa em Nietzche e no horror da misericórdia, a humilhação como valor, a humildade como causa, a miséria como grandeza. Pois o seu filho, confirmada a tragédia, nem mesmo a esse ponto (ele olha em torno) chegará, porque não terá cérebro suficiente para inventar um deus que o ampare e não terá linguagem para pedir um favor.”
É um livro cativante. Obrigatório. Não é à toa que ganhou inúmeros prêmios. Não é à toa que sou fã de Tezza.

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