Havia uma frase recorrente usada em minha turma de amigos: “apelou, perdeu a razão.” Era uma maneira de tentar evitar explosões de mágoas e encerrar discussões diante de nossas brincadeiras (algumas de gosto duvidoso sim, diga-se de passagem).

Hoje, com as redes sociais, as opiniões polarizadas e os ânimos exacerbados, essa frase está perdendo o sentido. A regra, principalmente para quem quer ganhar holofotes, é apelar à vontade. Porque quem apela ganha visibilidade. Então, a ordem é gerar polêmica. Seja para marcas, artistas ou pessoas.

Veja o caso da Alezzia, a empresa de móveis acusada de machista, que apelou para uma promoção prometendo cadeiras de rodas para a ACCD se fosse bem avaliada no facebook. Veja o caso do clipe de Clarice Falcão, que utilizou corpos nus em seu videoclipe.

Como temos grupos de pensamentos contrários e um aparato bem montado de patrulha ideológica, qualquer movimento mais brusco provoca uma onda de ataques enviesados, de lado a lado.

São feministas X machistas, esquerda X direita, veganos X carnívoros, ateus X religiosos, conservadores X progressistas, ilusionistas X realistas, opressores X libertários e por aí vai.

É, meus amigos, quem apela… ganha. Ganha publicidade gratuita, ganha luzes, vira trending topic. E se é para ganhar fama, vale tudo. Vale inclusive dançar homem com homem e mulher com mulher (tô fazendo referência à música do Tim, hein, nada contra, peloamor).

Ah, e vale mais, vale até lançar a chocofritas, a batata frita com cobertura de ovomaltine. Gosto duvidoso? Imagina. É só pra criar uma polemicazinha… hehe.

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