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Raul Otuzi

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Os Seis Inseparáveis

“Os Seis Inseparáveis” é o meu mais novo livro, que será lançado em breve. Escrito a 12 mãos, junto com Daniela Veludo, Fernando H. Domingos, Loris Reggiani, Marilia Oliveira e Márcia Carvalho. Reserve seu exemplar: http://www.catarse.me/os_seis_inseparaveis

A Sinopse

Depois de cinco anos de formados, seis amigos – que começaram faculdade de medicina na USP em Ribeirão Preto – se encontram em uma chácara na cidade para matar a saudade, relembrar o que passaram juntos e falar do futuro. A festa dura três dias, de sexta-feira a domingo.

Antes de o domingo amanhecer, depois de uma discussão e muito álcool, um dos personagens acaba perdendo a cabeça e cometendo um crime. Os dois estavam sós, nesse momento. O restante dormia.

A história gira em torno dessa trama principal. Quem morreu? Por quê?

Titanium Cannes Lions 2017

Fearless Girl da McCann NY foi a grande vencedora do Festival de Cannes. Levou Titanium. A ideia?

Uma estátua de bronze com pouco mais de 1,2 metro esculpida pela artista plástica Kristen Visbal e colocada em na praça em Wall Street para “enfrentar” o famoso touro, absoluto no local.

O cliente é o banco de investimentos State Street que quis chamar atenção para a disparidade de representatividade e salários entre homens e mulheres no mercado financeiro da maior cidade norte-americana.

Logo depois da sua inauguração, a estátua se tornou uma atração turística.

A ideia que levou o prêmio máximo em Cannes extrapola a propaganda, por isso é tão foda!

Tempos líquidos ou tempos gasosos. Que tempos vivemos?

Zygmunt Bauman, o filósofo polonês que faleceu há poucas semanas, nos deixou um importante legado analisando a sociedade contemporânea. Era um observador crítico, preciso e mordaz.

Uma de suas teses mais famosas é essa: “vivemos tempos líquidos, nada é feito para durar”. Os tempos são líquidos porque tudo muda rápido, rapidamente. Nada é feito para ser definitivo, sólido. Desse pensamento e estilo de vida resultam, entre outros aspectos, a obsessão pelo corpo perfeito, a reverência às pessoas famosas, a paranoia com segurança e até a instabilidade dos relacionamentos amorosos. É um mundo de incertezas, que toma várias formas. Líquido. Que metáfora! Que explicação.

No entanto, para efeito de reflexão, me permita discordar um pouco. Bauman, me perdoe, mas terei a ousadia de ir além na crueza de sua observação. É um pensamento diferente, seguindo a mesma linha.

Entendo que vivemos tempos gasosos. Sim, as coisas não estão apenas tomando novas formas, não são como uma onda: “Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia”. Muitas coisas estão simplesmente se dissipando. Pá puff. Empresas. Empregos. Estabilidade. Tolerância. Ética. Convicções. Crenças. Certezas.

É um exagero? É pessimismo? É para refletirmos, como alertei acima.

Veja, por exemplo, o que está acontecendo com as nossas lembranças. A nossa memória está reduzida a um acessório de luxo. Não precisamos mais dela, por isso não exercitamos mais o ato de recordar e reconhecer. Não é mais necessário gastar energia para arquivarmos conhecimento, sentimentos, momentos (ou seja lá o que for), em nossa cabeça e coração. Temos o google, temos fotos, temos vídeos aos borbotões para fazer esse papel.

Penso que vivemos tempos gasosos porque deixamos o nosso dia a dia se esvanecer em um piscar de olhos. Porque a nossa vida se dissipa em um passe de mágica enquanto estamos envoltos com a tecnologia, com nosso próprio umbigo, com nossa zona de conforto. Vivemos tempos gasosos. Cortina de fumaça. Tempos nebulosos.

Os 5 conselhos mais importantes de Stephen King para escritores

O site Homo Literatus traz 22 conselhos de Stephen King, o mestre do horror mundial, para escritores. As dicas estão no livro On Writing. Os que mais têm funcionado para mim são esses:

1. Pare de assistir televisão. Ao invés disso, leia o quanto for possível

Elementar. Se você quer ser um escritor, precisa ter matéria-prima, precisa se alimentar de boas ideias, referências e estilos. Eu tenho lido um livro por semana e quero mais. Sinto que meus textos se tornaram mais fluidos.

2. Escreva primeiramente para si mesmo

Escreva para você, para saciar sua vontade de se expressar, porque isso te traz prazer. King: “Eu fiz pelo puro prazer. Se você pode escrever por prazer, pode fazer isso para sempre”. Concordo. Toda vez que escrevi para tentar agradar os outros (ou por pressão) não deu certo.

3. Leva sua escrita a sério

Escreva por prazer, mas escreva sério. Isso significa que é necessário ser exigente com a qualidade. Não basta escrever, tem que achar a melhor forma de comunicar. Muitas vezes, chego a reescrever mais de dez vezes uma única frase.

4. Aprenda a arte da descrição

É fundamental visualizar a experiência que você quer proporcionar a quem lê. “A descrição começa na imaginação de quem escreve, mas deve terminar na de quem lê”, diz King. A chave para uma boa descrição é a clareza, tanto na observação quanto na escrita. Use imagens limpas e vocabulário simples para não cansar quem lê. Levo esse conselho à risca.

5. Escreva a cada dia

Stephen King: “assim que começo um projeto, eu não paro e não desacelero a menos que eu absolutamente precise. Se eu não escrevo todo dia a personagem começa a mofar em minha mente… começo a perder meu controle sobre o enredo e o ritmo”. É isso. Aqui não tenho nada a acrescentar, a não ser: constância preenche páginas e escreve livros

A arte de produzir efeito sem causa – resenha

Sou fã de Lourenço Mutarelli. O livro “O Cheiro do Ralo” é fantástico e me provocou náuseas e entusiasmo. Leia, caso ainda não o fez. É imperdível.
Com “A Arte de Produzir Efeito sem Causa”, Mutarelli mergulha novamente no tédio e no vazio existencial. Mas, dessa vez, sem o mesmo brilhantismo. Mesmo assim, vale a pena conferir.
O personagem principal é Junior, um cara de 40 e poucos anos que volta a morar com pai depois de perder a mulher e o emprego. Sem grana e sem vontade nenhuma de dar a volta por cima, Junior cai em uma rotina alcoólica que o deixa mais confuso e debilitado. Apesar disso, a sua relação com o pai é amistosa, sem grandes conflitos. Já com Bruna, a jovem bonita e inquilina da casa, a relação é um pouco conturbada.
Junior sente atração por ela, mas não sabe direito o que fazer, até porque com o passar dos dias, ele vai perdendo cada vez mais o prumo, se distanciando da lucidez, abraçando a loucura. É um retrato da desintegração do indivíduo, que de uma hora para outra pode se desmantelar, basta um passo em falso.
A narrativa é árida, tensa, criada para transmitir um niilismo sufocante. E sufoca mesmo. Tanto que sinto falta de um pouco de ironia, de um mínimo de humor que abrande a história. Penso que Mutarelli costurou de propósito todas as cenas nesse clima sombrio. Sua intenção é esganar.
No mais, aprecio bastante a linguagem crua e as frases curtas do autor. As referências ao HQ, ao cinema e ao Kafka estão todas ali. É muito bom, sem precisar ser brilhante. Como eu disse, sou fã do cara.

O processo criativo da visão de um chef

Da série Gênese – onde nasce a criatividade. Rodolfo de Santis, chef e sócio do restaurante Nino Cucina fala sobre criatividade. Via mmonline.

Adidas. Break Free.

Aquele filme que é emoção do início ao fim. Que não precisa de palavras. Apenas palmas.

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